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Friday, 8 March 2013

Chef Morena: galete de pera e figo

8 mar 2013


Como nada pode ser tudo na vida, eu também tenho hobbies que me ajudam a aliviar as tensõesque me visitam. E assim tenho desenvolvido um talento na cozinha que me ajuda demais a relaxar e a comer bem [repara aí na modéstia]. Fazer um prato de comida, desde o planejamento da compra de ingredientes, produção e finalização com o mesmo à mesa de refeição é super legal porque me dá a sensação, muito boa, de completude. Acredite, essa experiência me ajuda nos projetos da vida.

Tirei essa receita da Mary O’Rourke  do ótimo The Waffle Window. Galete, a torta rústica. Essa é de peras e figos. Mary tem um canal no youtube. Lá ela ensina direitinho a fazer essa galete, com os detalhes nas instruções. Aqui vai minha tradução meio capenga da receita.

Galete de pera e figo
Porções: 6
Tempo de preparação: 2 horas

Ingredientes para a massa
  • 1 copo de farinha de trigo
  • 1/4 colher de chá de sal (botei um pitada mínima)
  • 1/4 colher de chá de açúcar
  • 6 colheres de sopa de manteiga sem sal gelada – corte a manteiga em cubinhos.
  • 3 colheres de sopa de água gelada
Para o recheio
  • 700 gr mais ou menos de peras maduras e firmes [usei 3 peras e foi suficiente]
  • 1 colher de sopa de suco de limão
  • 4 colheres de açúcar
  • 2 colheres de chá de farinha de trigo
  • 1/4 colher de chá de pimenta do reino [black pepper] moidinha [usei baunilha ao invés da pimenta, mas sei que com a pimenta fica muito legal também]
  • 5 figos frescos pequenos
  • 1 colher de sopa de manteiga amolecida
  • 1 colher de chá de [turbinado sugar] usei um açúcar demerara crocante
Para os finalmentes
  • 2 colheres de chá de [turbinado sugar] usei um açúcar demerara crocante
  • Água para pincelar a massa
Como fazer a massa
  • Peneire 1 copo de farinha de trigo com 1/4 colher de chá de sal [usei uma pitada minima] e 1/4 colher de chá de açúcar.
  • Ponha tudo numa vasilha pequena com os cubinhos de manteiga, usando duas facas ou suas mãos para juntar a manteiga à mistura seca até essa mistura ter a consistência meio esfarelada. Cuidado para não derreter demais a manteiga.
  • Adicione as 3 colheres de sopa de água gelada à massa. Se estiver muito seca, adicione mais um pouquinho de água gelada.
  • Forme uma bola da massa e bata até ficar na espessura de mais ou menos 2cm.
  • Guarde em plástico filme ou num saco plástico de guardar comida e deixe gelar por pelo menos 30 minutos, ou até por uma noite.
Como fazer o recheio
·         Enquanto a massa está gelando, misture 4 colheres de sopa de açúcar com a farinha de trigo e a pimenta.
·         Descasque as peras [ou não, como eu fiz. também fica bom com a casca] e corte-as em fatias no sentido do comprimento. Coloque-as numa vasilha com o suco de limão.
·         Corte os figos em metades.
·         Coloque um pouquinho da colher de sopa da manteiga macia e do açúcar [turbinado] ou demerara, primeiro a manteiga, depois o açúcar [ou açúcar branco ou mascavo] sobre os figos. Isso vai evitar que os figos ressequem enquanto assam. Deixe-os de lado enquanto vai montando a galete.

Como fazer a galete
·         Pré-aqueça o forno em temperature média.
·         Tire a massa do plástico da geladeira e o coloque-a numa superfície ligeiramente enfarinhada. Usando um rolo, abra a massa em mais ou menos 35cm de diâmetro.
·         Transfira a massa para um papel manteiga na assadeira, se preferir, ou diretamente numa assadeira ligeiramente untada de manteiga. Com o papel manteiga fica mais fácil no final tirar a torta da assadeira e transferí-la para o prato de servir.
·         Com a massa na assadeira marque um círculo de 20cm no centro da massa. Usei um prato de sobremesa para marcar levemente esse círculo, que vai ser o tamanho do recheio da galete.
·         Ponha no centro do círculo metade da mistura de pimenta / açúcar / farinha. Reserve a outra metade para jogar depois sobre as peras.
·         Arrange as peras que foram cortadas acompanhando o círculo na massa, uma fatia de pera mas ou menos cobrindo um pouco a vizinha.
·         Agora ponha a outra metade da mistura de pimenta / açúcar / farinha sobre as peras.
·         Arrange os figos no centro das peras.
·         Dobre a parte de fora da massa [como se a fechasse] sobre as peras, deixando a fruta do centro [os figos] exposta.
·         Molhe um pouco a massa com água, usando um pincelou as mãos e ponha o restante do açúcar demerara de maneira uniforme sobre a massa.
·         Coloque a torta no forno para assar por 40 a 50 minutos, até dourar a massa e as frutas estiverem / parecerem cozidas e um pouco suculentas. Fique de olho nesse tempo porque os fornos variam um pouco na temperatura.
·         Quando pronta, transfira a galete para o prato de servir. Passar uma espátula de metal por baixo da galete ajuda nessa hora. Transfira a galete ainda morna.
·         Sirva morna ou fria [eu comi com sorvete de baunilha. muito bom].

Achei a galete gostosa, com pera e figo o sabor ficou suave. Acho que fica legal com outras frutas também.
Bom apetite.

Thursday, 28 February 2013

abrindo caminho

28 feb 2013


Começo esse post dando um alô muito especial aos leitores do blog: hello hello, você! J

Tenho recebido notícias aqui e ali de pessoas que lêem e gostam do blog. Muito obrigada pelo carinho.
Ademais, ontem conclui uma revisão em um dos capítulos de análise dos meus dados. Ah, como foi bom!!! De repente o passo andou, e o fato se deu.

É como tudo na vida, fazemos um movimento e as coisas acontecem. Eu já tinha tomado a decisão, em acordo com minha orientadora, de dividir os achados em dois capítulos, para não ter capítulos muito longos e também por coerência na organização do conteúdo.

Fazia dias demais que eu trabalhava nesse capítulo 6. Ontem concluí a digitação começando da pagina 16 e fui até o fim, página 45. Eu esboço, escrevo muito, planejo ‘cut1’ ‘paste1’ ‘copy’ ‘paste’, mas foi tanto ‘cut – paste’ que usei outros símbolos. Sou sempre cuidadosa na sinalização dessas revisões para não me perder tanto na hora de digitar. Deu tudo certo, apesar do trabalho longo e que exigiu uma atenção dobrada.

Agora, com essa revisão concluída, trabalho de novo no capítulo impresso, numa nova revisão, conferindo o que fiz. Vou com certeza adicionar mais dados, que já estão aqui no ponto, só esperando eu decidir onde e o que. Vou inserir mais falas / escritas dos participantes da pesquisa. Eu sei bem o que ainda tenho que fazer para ter uma versão do capítulo no ponto para mostrá-lo para a orientadora, que então lê e me devolve o material com mais um bocado de acertos para fazer.

E esbocei mais do capítulo 7, também de análise de dados; mas esse tá bem no comecinho. Tem gente que consegue fazer muito direto no texto, no computador. Eu tenho uma necessidade pessoal grande de ver as palavras no papel, de tocá-las, de riscar, mexer. É esse meu jeito e gosto de ser assim, apesar de saber que isso pode, talvez, ao fim e ao cabo levar mais tempo para concluir o mesmo trabalho. Cada pessoa deve encontrar seu jeito de ser produtiva.

Ah, como é bom caminhar. No caminho a estrada vai se construindo. A vida é boa.

Friday, 22 February 2013

‘Minha alma canta’

22 feb 2013


Estou no Brasil desde o dia 21 de janeiro. A saída da Inglaterra foi inesperadamente problemática por conta da neve que caiu e atrasou e ou cancelou voos, parou muitas partes do país, sacrificou planos que eu tinha feito para antes de vir e por aí vai. A neve foi tanta que terminei ficando em casa na sexta-feira (18 jan), quando tinha tanto que fazer no escritório na universidade. Só no sábado, driblando poças de neve que derretiam nas calçadas, é que finalmente fomos na cidade comprar umas coisas – e encomendas da minha irmã – para trazer. Fui com uma lista enorme mas consegui fazer tudo, incluindo tirar as fotos para a renovação do meu visto de estudante.

Vim ao Brasil resolver assuntos pessoais / familiares, profissionais, e acadêmicos, porque cheguei e ali na mesma semana fui ao Rio de Janeiro fazer o meu visto. Tive a companhia maravilhosa da minha mãe para essa viagem. Adoro viajar, acompanhada. Os cinco dias no Rio foram maravilhosos. Fomos ao Vivo Rio ver o musical “A Família Addams”. O musical, com a Marisa Orth e o Daniel Boaventura à frente do elenco é sensacional, muito divertido, com iluminação e cenário primorosos. Também visitamos o Museu da República, no Catete, passeamos na marina da Gloria, em Ipanema, tomamos um café e compramos um livro na livraria da travessa, e tal e coisa. Rio de Janeiro tá muito lindo, como sempre, e aparentemente mais seguro.   

E tive os internáveis papos, que vão madrugada adentro, com meu querido primo Eduardo, e com o Murilo e com a Eliana e com minha mãe. Vale um registro para os afagos entre a mamãe e a Flora Rosa, a cachorrinha linda. Foi uma pena grande não ter encontrado meu amigo Antonio dessa vez. Eliana veio nos visitar na segunda-feira de noite e conversamos muito sobre a vida e sobre trabalho e estudo. Ela acabou de chegar de uma temporada de quatro meses na Universidade do Porto, onde desenvolveu parte da pesquisa do programa de doutorado dela, em psicologia. Passamos um bom pedaço conversando na cozinha, que é onde muitas coisas são reveladas, enquanto alguém frita ovos e outro alguém torra pães, para deleite de todos. Cheers to love.

Fomos (mamãe e eu) ao World Bridge, que fica na praia de Botafogo, para entrega de documentos para meu visto de estudante. Entreguei originais de tudo. Foi uma jornada juntar todos os documentos e responder aos questionários minuciosos. Na Inglaterra eu esbocei as respostas para os questionários e tive uma sessão no setor de visto da universidade com a Clare. Ela sabe muito sobre as exigências do governo britânico para vistos e me deu uma ajuda preciosa. Tudo resolvido, voltamos para Teresina. Estou com o visto renovado em mãos. Beleza!!!
“. . . minha alma canta . . .” (Tom Jobim)


Saturday, 16 February 2013

filme: as mulheres do sexto andar

16 feb 2013



Carnaval foi tranquilo e feliz. Descanso e tempo para minhas leituras, um livro de deleite e outras leituras da pesquisa. Beleza. 

No domingo de carnaval fomos almoçar em Campo Maior, cidade a 84 kilômetros de Teresina, na fazenda da minha prima Suzanny. O dia foi ótimo, com muita conversa boa. O almoço foi na fazenda do Pedro, tio dela, ali pertinho. Um sem fim de comida: carneiro, porco, galinha caipira, cozido e muita carne em forma de churrasco. Comida deliciosa, mas assim carne e churrasco eu não posso comer, ou só posso provar e pronto. 

Resultado: na volta a Teresina Kassandra me levou para o hospital e lá ficamos por mais de três horas, tratando de uma crise grande de pressão alta que os excessos me renderam. Me preocupei demais com essa crise e tô de consulta marcada com o cardiologista para a próxima semana.

Saímos do hospital direto para uma loja de dvds. Fazia dias que eu estava com vontade de ver uns filmes. Bom, era domingo de carnaval, de noite, e quase todos os lançamentos tinham sido alugados. Mas ainda conseguimos pegar três filmes legais.

E finalmente assisti “As Mulheres do Sexto Andar”, comédia francesa de 2010.
Título original: Les femmes du 6ème étage

Diretor: Philippe Le Guay

Autores: Philippe Le Guay, 

Na Paris do começo dos anos 1960s a vida de um casal muda bastante com a presença de seis empregadas doméstica espanholas no prédio. Um bom filme, com elementos da cultura pra gente aprender e entender mais sobre as interações e a sociedade francesa da época. Porém, muito do que se vê no filme me parece atual.
O casal tem dois filhos arrogantes, que estão em escola de internato (boarding school). As espanholas terminam mudando totalmente a vida dessas pessoas, que levam uma vida estável, confortável, mas muito sem graça e sem vida, como a própria Suzanne (Sandrine Kiberlain) diz para as amigas. As mudanças maiores acontecem quando Maria vai trabalhar no apartamento do casal como empregada deles.
O ator Fabrice Luchini está excelente, mais uma vez, como em ‘intimate strangers’, outro filme francês que eu gosto muito. Eu adoro o cinema francês. Bom também ver a maravilhosa Carmen Maura.
E a pressão normalizou e o carnaval seguiu, tranquilo, como eu gosto. 

Saturday, 9 February 2013

o espirituoso Okon

9 feb 2013



O Okon é um amigo da Nigéria, muito engraçado e espirituoso. Cidadão britânico, morou no Reino Unido muitos anos, depois mudou-se para o Japão, onde morou por mais de 10 anos e é casado com uma japonesa. Em 2009, Okon começou o doutorado na Universidade de Southampton, pagando tudo sozinho, sem bolsa de estudo. Veio para ter outras e melhores possibilidades no futuro. Ele tinha feito um mestrado em Linguística Aplicada.
Ele dividiu um apartamento com o Tee, nosso amigo Tailandês. Eles ofereceram um jantar nigeriano e tailandês para mim e Kassandra e Mike em setembro 2011. Outro dia ele me deu feijão nigeriano, muito parecido com o nosso feijão verde. Muito gostoso.
O Okon concluiu sua tese de PhD em agosto do ano passado, a submeteu para os examinadores, e foi em seguida assumir o emprego de professor numa universidade no Qatar. O emprego veio com o título de mestre que ela já tinha. Quando tiver o diploma de doutor em mãos vai melhorar mais ainda. Emprego excelente com salário para fazer uma diferença na vida. Muito merecido! Agora no comecinho de fevereiro foi a defesa da tese, que teve como contexto de estudo o Japão e o tema foi ansiedade no aprendizado de língua estrangeira. Ele diz sempre que o povo japonês é tímido e reservado. Isso tem um reflexo nas interações que são propostas em sala de aula de inglês, por exemplo. A defesa da tese foi tranquila e agora meu amigo é Dr Okon.
A defesa da tese do Okon terminou demorando muito para acontecer, a contragosto dele. Mas é assim, o que não depende só da gente não se define como nem quando a gente deseja. Aliás, mesmo quando depende só de nós nem sempre conseguimos do jeitinho do nosso desejo. Ele tinha me dito há um tempo que estava louco para essa defesa acontecer logo, para ele poder tirar a tese do 'sistema' dele. Eu sei como é isso.
No começo do doutorado o Okon teve problemas sérios de referencial teórico para desenvolver a pesquisa. Esses problemas ficaram claros na apresentação de primeiro ano. Segundo ele, jogou no lixo todo um ano de trabalho, leituras, e muito material já escrito. Ele me disse que perdeu apenas o tempo, mas aprendeu muito e encontrou um foco que seria possível para sua pesquisa e a ele se entregou.
Trabalhou para conseguir dinheiro e se manter. Durante o doutorado ele passou oito meses no Japão, trabalhando de lá e coletando dados para a pesquisa. Eu perguntei como ele conseguiu virar tão completamente um jogo confuso no primeiro ano por um trabalho produtivo e com a perspectiva – incrível – de concluir tudo em tempo record. Ele apontou para as ‘partes’ e disse ‘kalina, isso aqui não tá trabalhando, só isso aqui’, agora apontando para a cabeça. Okon é terrível. Morremos de rir, claro.
Sempre conversamos muito. Por enquanto nos restam emails. Ele é um amigo querido. Antes de ir assumir o emprego no Qatar foi à Nigéria por quatro semanas, ver o maior número possível de familiares. Okon riu muito dizendo que tinha ir lá naquele momento, agosto passado, na condição de estudante, portanto pobre e desobrigado de levar presentes para muita gente, pela última vez.
No funeral do pai dele, há uns três anos, havia trinta e nove irmãos. Do que ele consegue contar, são quarenta e sete, entre irmãos e irmãs. O pai dele foi um homem de vida ocupada, casou-se várias vezes. Quando era criança Okon conviveu, numa casa grande, com cinco ou seis mulheres de seu pai e um tanto de criancas. Em casa era feito o rodízio de roupas e dividida a comida, nem sempre farta. Fí-lo me prometer que vai escrever um livro contando a vida dele, depois que ele contou essa e muitas outras histórias maravilhosas da vida pessoal dele para mim e pro Tee num jantar de despedida dele no restaurante La Margherita, em Southampton. Nós três compartilhamos área de estudo, linguística aplicada e a mesma orientadora. Comida boa, papo excelente com muitas gargalhadas, e uma vista linda do porto.

Monday, 7 January 2013

feliz feliz feliz

7 jan 2013


Estou muito feliz.
Ontem, 6 de janeiro, foi meu aniversário de 50 anos. Mike e eu passamos o fim de semana em Londres para comemorar. Fomos a exibições de fotografias em três galerias de arte, fomos ao teatro ver “O Fantasma da opera”, comemos em restaurantes ótimos, caminhamos pela cidade, fomos a dois pubs excelentes, e fizemos um monte mais de coisas inesquecíveis que Londres proporciona. Ficamos num hotel super bem localizado, em Strand. De lá pode-se ir a muuuuitos lugares caminhando. Adoramos tudo.

Aí viemos embora ontem de noite. Chegamos de volta em Southampton um pouco depois do planejado. Eu estava com muitas idéias na cabeca para escrever posts ótimos para o blog contando tudo. . . só consegui um tempinho para responder a alguns emails urgentes e telefonar para minha familia no brasil. A benção da minha mãe é prioridade num dia de aniversáio; alias, sempre. Coisa boa que minha irmã de coração Manuela já tinha me ligado quando estávamos ainda em Londres.

Me esperava em casa um linda festa surpresa ‘para dois’ com bolo, presentes, vinho, mais outro cartao de aniversario lindo e tal e coisa. Tudo escondido de mim. Como assim esse buquet lindo de flores e essa torta deliciosa e grande entraram em casa e eu não vi nada?
E me perguntei: o que eh mais urgente: ser feliz ou anunciar ao mundo que voce estou feliz?

E estou feliz, muito feliz; agora anunciado. Também fiquei bastante tocada com tanta doçura e carinho de bem mais de 90 anos de tantos lugares do mundo me mandando mensagens de feliz aniversário. Yey!!!

E assim o ano começa com idade nova para mim. Estou feliz, super feliz. Overjoyed.

Tim tim para você comemorar comigo esse momento mágico. 

Friday, 4 January 2013

escavação

4 jan 2013



Terminei o ano de 2012 e comecei o ano de 2013 entregue ao trabalho de escrita da minha tese de doutorado. Porém, meu ritmo é lento, ou não é como eu gostaria que ele fosse.

Como já falei no post anterior sobre o assunto, o escritório enorme aqui, para 17 estudantes pesquisadores, tem sido ocupado basicamente por mim e meu amigo Tee [nome original Khomkrit Tachom. Tee é para o consumo diário], da Tailândia. Tee está concluindo seu trabalho de tese, concluindo mesmo. Deve imprimir a versão final hoje, mandar encardernar e seguir com os procedimentos junto ao escritorio de pós da universidade, logo aqui no andar de baixo, de onde uma cópia vai ser enviada ao examinador externo, que no caso dele vai ser um professor de uma universidade de Londres.

E aí num dia qualquer da semana passada, conversando com o Tee durante um intervalo para almoço, que acontece aqui mesmo no escritório, eu comentei com ele sobre minha constante insatisfação com o volume de trabalho que consigo fazer ao final do dia, quase todos os dias. Também tenho dias de completude, menos frequentes, mas eles acontecem. Tee, como sempre, em seu jeito budista de pensar, me disse: “não se preocupe, Kalina. Simplesmente faça, mesmo que só um pouquinho. Eu também tenho muitos dias assim. O PhD é um processo de escavação. A gente vai cavando e cavando, de um poço. E às vezes a gente não encontra nada”.

Eu sei que só um pouquinho é igualmente valido, e que mesmo não tendo feito muito amanhã vou voltar para o trabalho não para o começo, mas para um conteúdo fresco na minha mente, e familiar, o que faz muita diferença em todas – TODAS - as fases do processo de doutorado.

E assim eu sigo. Trabalhei no Natal e no Ano Novo, e entre os dois, e tô feliz porque consegui ser produtiva nesses dias, porque o serviço é grande e o chão a ainda ser percorrido me parece longo. No momento estou concentrada no capitulo de análise de dados. Aliás, estou pensando em dividir os achados e análise em dois capítulos, a ser acertado com a orientadora. Nem sei quantas horas já se se passaram em que organizo, leio e leio de novo e leio mais uma vez os dados, qualitativos e analiso os quantitativos. Há momentos em que me pergunto o que dizer sobre os achados: os quantitativos considero que já exibem os resultados relevantes de forma explícita. Sobre os qualitativos fico achando que na análise vou me repetir e falar o óbvio. O único consolo é que, quando compartilho essa angústia com qualquer colega, ele/a completa meu pensamento, rindo, dizendo que sente exatemente a mesma coisa. Eu sei bem que organizar os dados é apenas parte da análise, que aqui está caminhando.

E assim caminha a humanidade.

Monday, 31 December 2012

be jolly happy in 2013

31 dec 2012


que em 2013 todos nos consigamos sorrir, brincar, ser leve com o outro e com nos mesmos/as, com paz e saude.
abraco grande e caloroso da minha pessoa para a sua.

Monday, 24 December 2012

feliz natal

24 dec 2012


um Natal sereno para todo mundo, com
Paz,
Saude,
Entendimento,
Alegrias,
Farturas,
Sonhos realizados

e que as calorias nao facam morada em nos. nosso natal aqui eh so amanha, no dia 25. isso representa mais horas de ansiedade pela festa. yey! abraco muito grande.

Tuesday, 18 December 2012

o trabalho

18 dec 2012

entrada principal do avenue campus. 18 dez 2012, 7.30 da manha. foto do celular.
faz varios dias que tenho trabalhado uma media de oito a dez horas por dia, com episodios de desconcentracao frequentes. quase sempre, ao final do dia, olho para o que fiz e tenho a sensacao de que precisaria ter feito mais. mas meu ritmo eh artesanal. nao gostaria de ser uma pessoa frenetica e mais ativa, mas me preocupo quando penso nos prazos e no montante de trabalho que ainda precisa ser feito. ainda preciso escrever muito em capitulos da tese.

to no meio do servico hoje. me sinto cansada. meus bracos doem de digitar e doem porque meus cotovelos tem uma inflamacao cronica, de usar o computador e de escrever.

semana passada foi o mesmo ritmo, muitas horas no escritorio. chego muito cedo por aqui, em torno de 7.30 da manha. e saio daqui de noite tambem. so aprecio luz do sol, quando ela nos sorri, nos finais de semana (domingo passado choveu muito o dia todo. chuva linda!). mas eu tenho gostado tanto de sair de casa cedinho ou nao tao cedinho mas ainda com uma escuridao tao grande que mais parece que estamos no meio da noite do que comecando o dia. tenho achado esses dias escuros tao instigantes e diferentes. aas vezes nem ta tao frio. nesse momento ta fazendo 8 graus celsius. eh sempre bem mais baixa a temperatura, mas com o dia misterioso eu aproveito para tirar umas fotos. eh tao bom poder ficar em pe no meio da rua tirando fotos ou apreciando o momento e ver um desconhecido de bicicleta cruzando a manha escura ou pessoas indo passear com o cachorro. as pessoas ou nem olham para ou dizem 'good morning'. de qualquer jeito ta bom. o precioso eh nao ter medo.

sexta-feira passada eu precisei fazer uma lista do que tinha feito para aliviar minha sensacao de pouco servico. to no meio de um capitulo. ai vem de novo os questionamentos sobre o quanto devo escrever, sobre o que eh necessario estar no capitulo. e tome planejamento e revisao. levei trabalho para ser feito em casa no fim de semana. no fim de semana o tempo voa mais velozmente ainda. nao deu para pegar em nada no sabado, mas no domingo trabalhei tres horas que me ajudaram muito.

ontem fui embora daqui aas 5.30 da noite alta. fiquei aqui no escritorio um total de dez horas. ai de noite, em casa depois do jantar, trabalhei mais duas horas lendo / revisando umas partes do capitulo que to escrevendo. pra que contar horas? a hsuyia, uma menina de taiwan, me disse que trabalhava entre seis e sete horas por dia na tese dela, seis dias por semana. a christen, uma menina americana que submeteu a tese para a banca ha um mes e aguarda a defesa, me disse que passou um ano trabalhando doze horas  por dia para concluir a tese. a ellie, uma menina inglesa, me disse que tem trabalhado direto, dia e noite. ela voltou de uma viagem por tres paises para coleta de dados, ta morando com o namorado em oxford, e falou que nao faz mais nada na vida que escrever a tese. ela ta com prazo apertado para apresentar o trabalho final.

eu tenho dias super produtivos, com muitas horas e um produto significativo, mas depois me vem um mal estar, sinto ate enjoo e preciso me distanciar do tabalho, aas vezes por um dia inteiro. eu preciso de intervalos e nao me vejo trabalhando concentradamente por doze horas seguidas (sera que alguem consegue mesmo isso?). alias, acho que ao fim e ao cabo tenho feito parecido com a maioria, como comprovo toda vez que comento com colegas sobre meu ritmo. a gente senta aqui nessa cadeira e ate entrar na zona de concentracao do trabalho leva um tempo danado. uma professora da universidade de leeds que ta escrevendo a tese de doutorado dela agora me disse que aas vezes leva de dois a tres dias para entrar na 'zona' de concentracao mental necessaria para escrever sobre a pesquisa.  

desde quinta-feira passada esse campus ta meio vazio. essa semana entao nao tem ninguem aqui no escritorio que tem 17 mesas de estudo alem de mim e do meu amigo tailandes tee. para variar o ahmed, da arabia saudita, deu uma passadinha breve por aqui hoje de tarde mas disse que nao vai ficar vindo, vai sair de ferias com a familia. as ferias de natal comecaram e o pessoal so vai retornar no dia 7 de janeiro. mas nao eh folga para nos. ate tenho gostado desses dias silenciosos. ha um pessoal ali num outro escritorio, mas eles vao viajar tambem, para a espanha, malta e austria.

bom natal :-)

cedo da manha de ontem. avenue campus. casal com cachorro e ciclista.


Monday, 17 December 2012

chef morena: vegetais refogados

17 dec 2012



outro dia eu estava preocupada com umas cenouras, uns cogumelos e umas abobrinhas que ficaram na geladeira mais dias que o planejado, e resolvi refoga-los. cortei e refoguei cada vegetal separadamente, no azeite de oliva, por pouco tempo, so para refogar, mas ainda ficar um pouco al dente. temperei com chuvinhas breves de tomilho e pimenta [crushed chili] e uma coisa de nada de sal marinho. ficou uma delicia, bem melhor do que eu esperava. nao sobrou nem um farelo.

Wednesday, 12 December 2012

christmas dinner at chewton glen

12 dec 2012


sexta-feira passada, dia 7, fomos para um jantar de natal oferecido pelo trabalho do mike no chewton glen, esse hotel luxuoso e muito caro. o jantar custou £85 [oitenta e cinco libras] per capita. eramos um total de 29 pessoas. a diaria desse hotel varia entre £370.00 - £1,260.00 average nightly rate (media da diaria, em libras).usamos um salao de festas e um dos muitos espacos de restaurante do hotel, alem dos banheiros hehehe. servico impecavel, ambiente sofisticado, confortavel, de muito bom gosto. nota mil para essas partes. o hotel fica a 10 minutos de caminhada para a proxima praia. fica pertinho de new milton.

era uma noite muito fria. fomos e voltamos em taxi contratado pelo trabalho do mike. fomos com dois rapazes. na ida o motorista nao sabia onde ficava o hotel. usou a satnave e levou quase uma hora para chegar la. na volta foi mais tranquilo, mas o taxi era menor e viemos esprimidos por quase 45 minutos. foi engracado.

no frigir dos ovos foram cinco etapas de refeicao. Deus eh mais. e eu com sapato de salto reto. fui na cidade durante a semana procurando uma bota elegante de inverno para usar com meu vestido de festa. achei uma linda, £70, mas pequena. paguei £5,50 a mais para ter um numero maior entregue na universidade no dia seguinte. de nada adiantou. o numero, mesmo maior, nao acolheu meu pe tipo prancha de bodyboard. tive que ir com um sapato fechado que eu ja tinha, mas sem salto. eu nao me importo com os rigores dessas coisas, mas de qualquer maneira me deu alento ver outra mulher com salto reto na festa. muita gente nao aguenta calcar nem um pouco de salto. meu pe esquerdo tem as sequelas de duas viradas sem jeito do passado que provocam dores de vez em quando.

para as entradas no comecinho, para beber champagne, delicioso, registre-se: - salmao com creme cheese, tempura de vegetais, azeitonas, uns negocinhos la bem miudos e gostosos, umas amendoas meio acucaradas. teve tambem aspargos enrolados em presunto, uns palitos de queijo empanados e fritos quentinhos. estava tudo muito bom. nao sei como uma pessoa se ocupa para fazer umas entradas assim tao minusculas. acho que assim a contabilidade deve ser de 35 pecinhas por convidado. ou estou sendo muito gulosa? esse primeiro contato foi otimo, so os cumprimentos iniciais, contatos sociais, e tal e coisa. conversamos um bocado com um rapaz que eh namorado de uma colega de trabalho do mike. ele acabou de entregar a tese de doutorado dele e vai ter o viva ainda agora em dezembro. foi divertido ele dizendo das coisas que o atrapalharam no caminho. qualquer ventinho interfere na producao. pura verdade.

e depois fomos convidados para o salao / restaurante, grande, bacana, com assentos marcados. ficamos numa mesa com mais tres casais. e conversamos sobre varias coisas, incluindo o brasil. 
para o jantar mike e eu predimos os mesmos pratos, que sao vem prontos:
- entrada: five bird and dark liver terrine spiced pear chutney. brioche toast. essa entrada estava diferente, deliciosa e farta.
- prato principal: roast new forest 'wrolstad' bronze turkey. traditional trimmings and roasted vegetables. esse prato nao estava especial, apesar de elegantemente montado.
- sobremesa: chewton glen christmas pudding. brandy butter and brandy sauce. o saber do brandy estava forte demais. ja comi christmas puddings mais especiais.
- e vai em seguida veio mais uma selecao de queijos e cafe e mais e sempre vinho, vinho chileno sensacional.

feliz natal para voce tambem. tim tim.



Tuesday, 11 December 2012

kung fu fighting

11 dec 2012

Catedral de Santo Antonio, Campo Maior - PI [foto da internet]
domingo agora passado, 9 de dezembro, a gente estava tomando cafe da manha e escutando o otimo programa musical da cerys matthews, no ar na radio 6 todos os domingos. ai comecou a tocar 'kung fu fighting'.

foi maravilhosa a onda de lembrancas da minha meninice em campo maior que me invadiu ali e pelo resto do dia todo, sendo a estrela do dia meu amigo jean kennedy. dancei a musica toda com o mike na cozinha. o mike ia cantando junto com a musica e eu so entao nesse dia pude entender a letra de kung fu fighting. eu so dancava e as lembrancas que a musica me trouxeram dancando junto comigo. sinceramente nao lembro de mim dancando essa musica no campo maior clube. acho que ela era privilegio do jean kennedy e da aurita. o clube parava para os dois dancarem em um grande circulo de reverencia quando a musica comecava a tocar bem alto na radiola do clube. eita, agora lembrei tambem de 'nao se va'. sera que o jean ainda gosta dessa tambem?

e me entreguei a essas lembrancas e muita coisa me voltou aa memoria: a joldene sempre linda e arrumadissima com umas saias longas maravilhosas que a mae dela fazia pra ela, a gente indo para o clube depois da missa, que fica ali vizinha ao clube, a musica alta da radiola que comecava depois da missa. nao consegui achar foto do campo maior clube na internet mas acho que a foto da catedral representa bem essas lembrancas. jean, homem, voce era o k[u]ing fu do dia, sempre, todos os domingos. a gente aplaudia? vixe nao to lembranco bem desses detalhes, mas que a gente curtia aos montes, isso, sim. so voce sabia fazer a luta do kung fu com a musica, com a aurita, a rainha da danca.

sobre a letra da musica, eu tinha certeza que o cantor dizia assim: 'everybody was kung fu five' hehehe muito massa. muito preciosa lembranca. passei ainda muitas horas do dia de domingo com o cenario do campo maior clube num panorama na minha cabeca, com o jean girando / dancando kung fu pelo salao com a aurita.

Thursday, 6 December 2012

Oscar Niemeyer

6 dec 2012


Oscar Niemeyer . 15.12.1907 - 05.12.2012
 aos quase 105 anos de idade, o adeus de um genio brasileiro. muita luz e paz para voce.

Tuesday, 4 December 2012

six plus twenty-two

4 dec 2012

at stourhead national trust - 18 nov 2012

. . . and quitting work to dance to 'sister golden hair' by the sensational group 'america' in the corridor in the middle of a busy afternoon in the house and later on eating lamb with roasted potatoes and parsnips for the sunday roast cooked by him and pear and fig galette baked by her with a glass of wine each and watching the news and silly tv programs and having an ordinary day in between and on monday the 3 december eating salmon with potatoes cooked by him and the leftover of the galette she baked the day before they celebrated six plus twenty-two or six plus six plus six plus six plus four or two years and four months together . . .

a beautiful start of a new day

4 dec 2012


again, this is an image from the road opposite the main entrance of avenue campus this morning, just two hours ago at 7.25am, 2 degrees celsius. a cold but dark and nice, nice indeed, start for the day. from the colours of the night prolonging their hours through the new day we can picture what winter is like here. very difficult at times, i personally find the harsh cold weather challenging and am not really pleased to have to face the cold. but i love the night-like mornings.

Sunday, 2 December 2012

sweet twenty-one

2 dec 2012


last night we celebrated amanda's 21st birthday. i was happy to share the joy of the date and the always good food at the cowherds. amanda is now going to college here, in a course she enjoys, found job, and started making local friends. hope she is very happy here in southampton, and anywhere else she decides to go, really. we chatted a lot, and laughed, and ate. and i had shandy. last night it was and it still is very, i mean, very cold.