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Thursday, 28 March 2013

ABEP e Conferência na Universidade de Oxford

28 mar 2013



A ABEP é uma associação de estudantes brasileiros no exterior. Na gestão anterior eu era membro da diretoria. Nessa época organizamos uma conferência que aconteceu na Universidade de Oxford, em novembro de 2010. Foi uma conferência de um dia, como acontece em muitas universidades, para a gente compartilhar pesquisa em andamento [em qualquer estágio acho que dá para apresentar], trocar idéias, conhecer gente, e muito mais. Na inscrição incluímos um abstract do que queremos compartilhar. Essa apresentação deve ter um foco, claro, que pode variar: a metodologia que escolhemos para usar na pesquisa, alguma análise de dados, ou até mesmo uma apresentação geral da pesquisa. Consider essa experiência muito enriquecedora.

Nos preparativos a gente se falou [e riu] um sem fim de vezes ao telefone e por email, combinando quem seria os convidados para palestras, decidimos sobre os certificados, e mais coisas que aconteceram no meio do caminho desse planejamento. Falei mais vezes ao telephone com o Luma, que foi eleito president da ABEP na conferência, e com mais outras pessoas por email. É sempre melhor decidir conjuntamente, a partir de um consenso, que sozinha. Felipe, um menino brasileiro que faz doutorado em Oxford, foi o anfitrião da conferência, que aconteceu num dos departamentos da universidade.

Tudo organizado, planejei a viagem para lá com a Karla, uma brasileira que fazia mestrado em linguística aplicada em Southampton. Tomamos o trem para Oxford bem cedo de uma manhã gelada. Chegando lá pegamos um taxi para a universidade porque não dava mesmo para se aventurar caminhando naquele frio de novembro. Ah, como foi bom e divertido o dia. Tivemos uma presença grande de apresentadores com pesquisas bem diversificadas.

Em Oxford conheci um menino simpático que é de Teresina e mora [ou morava, à época] com uma tia em Manchester desde menino. Muito bonitinho vê-lo dizer imediatamente: ‘sou de Teresina’, com uma peleja para falar português de vez em quando. A gente tava tomando chá e ele disse assim: ‘eu adoro essa chá’. Hehe tive vontade de dizer pra ele que chá em português é masculino, mas não quis, como não quero nunca, quebrar o charme dessa presença da língua 1 do falante. O nome dele é George.

Apresentei um poster nessa conferência, concentrando em uma das minhas questões de pesquisa com os resultados obtidos naquele momento. O tema foi autobiografia e o que ela revelou sobre os participantes. A conferência na University of Oxford fortaleceu em muito a associação, que desde então organizou mais duas conferências: (a) em 2011, em Londres. Não pude ir a essa porque coincidiu na data com uma conferência que fui em Belfast. (b) a de 2012, que foi em Cambridge. Mais uma vez não pude ir, porque estava ocupada demais com meu trabalhos em Southampton. Perdi essas duas e outras conferências pela mesma razão. Não consigo fazer muuuuitas coisas ao mesmo tempo. E assim tenho feito: aproveitado muito do que posso e vendo passar outras tantas oportunidades, repetindo a canção da escolha.

Na ABEP fazemos um trabalho de ajuda mútua. Considero importante fazer parte da associaçãao, porque no site da associação, na troca de emails e nos encontros / cafés que são promovidos conseguimos muitos tipos de ajuda, por exemplo: os bolsistas da Capes discutem assuntos pertinentes à situação deles, trocamos dicas de moradia, dúvidas sobre [limite de] peso na bagagem para quem tá indo, vindo, dúvidas sobre tipos de vistos, e por aí vai. Já fui socorrida várias vezes e já ajudei outras, às vezes sem ter a resposta solicitada, mas pelo menos desejando boa sorte a alguém, e isso tem sido bom. A conferência foi um sucesso. No final do dia tomamos o trem de volta para Southampton, felizes e empolgadas com a associação.

Sunday, 17 March 2013

boa de saude

17 mar 2013


e ai que voltei ao medico cardiologista, Dr. Newton, depois de fazer todos os exames que ele pediu, incluindo exames de sangue para um mooonte de coisas, ecocardiograma e o da esteira. ja no exame da esteira o medico [cardiologista tambem e irmao do meu medico] disse que eu estava me saindo muito bem. o meu medico, depois de avaliar tudo, me disse que estava muito feliz com todos os resultados. os resultados da urina e do sangue foram bons, com ressalva apenas para os triglicerideos, que estao acima do desejado. ele recomendou que eu diminua gordua, acucares, e massas. dr newton que me sai muitissimo bem na esteira. yey!!! minhas caminhadas na inglaterra, mais longas e rapidas nos fins de semana e mais brandas durante a semana, me ajudam muito. ah, que beleza!

eu estava com muito medo, sinceramente. quando comecei no exame da esteira estava muito apreensiva. depois de alguns minutos ele me perguntou se eu estava cansada. eu disse: - 'pouco cansada, muito tensa'.
ele falou pra eu relaxar, que tava dando tudo certo.

Friday, 8 March 2013

Chef Morena: galete de pera e figo

8 mar 2013


Como nada pode ser tudo na vida, eu também tenho hobbies que me ajudam a aliviar as tensõesque me visitam. E assim tenho desenvolvido um talento na cozinha que me ajuda demais a relaxar e a comer bem [repara aí na modéstia]. Fazer um prato de comida, desde o planejamento da compra de ingredientes, produção e finalização com o mesmo à mesa de refeição é super legal porque me dá a sensação, muito boa, de completude. Acredite, essa experiência me ajuda nos projetos da vida.

Tirei essa receita da Mary O’Rourke  do ótimo The Waffle Window. Galete, a torta rústica. Essa é de peras e figos. Mary tem um canal no youtube. Lá ela ensina direitinho a fazer essa galete, com os detalhes nas instruções. Aqui vai minha tradução meio capenga da receita.

Galete de pera e figo
Porções: 6
Tempo de preparação: 2 horas

Ingredientes para a massa
  • 1 copo de farinha de trigo
  • 1/4 colher de chá de sal (botei um pitada mínima)
  • 1/4 colher de chá de açúcar
  • 6 colheres de sopa de manteiga sem sal gelada – corte a manteiga em cubinhos.
  • 3 colheres de sopa de água gelada
Para o recheio
  • 700 gr mais ou menos de peras maduras e firmes [usei 3 peras e foi suficiente]
  • 1 colher de sopa de suco de limão
  • 4 colheres de açúcar
  • 2 colheres de chá de farinha de trigo
  • 1/4 colher de chá de pimenta do reino [black pepper] moidinha [usei baunilha ao invés da pimenta, mas sei que com a pimenta fica muito legal também]
  • 5 figos frescos pequenos
  • 1 colher de sopa de manteiga amolecida
  • 1 colher de chá de [turbinado sugar] usei um açúcar demerara crocante
Para os finalmentes
  • 2 colheres de chá de [turbinado sugar] usei um açúcar demerara crocante
  • Água para pincelar a massa
Como fazer a massa
  • Peneire 1 copo de farinha de trigo com 1/4 colher de chá de sal [usei uma pitada minima] e 1/4 colher de chá de açúcar.
  • Ponha tudo numa vasilha pequena com os cubinhos de manteiga, usando duas facas ou suas mãos para juntar a manteiga à mistura seca até essa mistura ter a consistência meio esfarelada. Cuidado para não derreter demais a manteiga.
  • Adicione as 3 colheres de sopa de água gelada à massa. Se estiver muito seca, adicione mais um pouquinho de água gelada.
  • Forme uma bola da massa e bata até ficar na espessura de mais ou menos 2cm.
  • Guarde em plástico filme ou num saco plástico de guardar comida e deixe gelar por pelo menos 30 minutos, ou até por uma noite.
Como fazer o recheio
·         Enquanto a massa está gelando, misture 4 colheres de sopa de açúcar com a farinha de trigo e a pimenta.
·         Descasque as peras [ou não, como eu fiz. também fica bom com a casca] e corte-as em fatias no sentido do comprimento. Coloque-as numa vasilha com o suco de limão.
·         Corte os figos em metades.
·         Coloque um pouquinho da colher de sopa da manteiga macia e do açúcar [turbinado] ou demerara, primeiro a manteiga, depois o açúcar [ou açúcar branco ou mascavo] sobre os figos. Isso vai evitar que os figos ressequem enquanto assam. Deixe-os de lado enquanto vai montando a galete.

Como fazer a galete
·         Pré-aqueça o forno em temperature média.
·         Tire a massa do plástico da geladeira e o coloque-a numa superfície ligeiramente enfarinhada. Usando um rolo, abra a massa em mais ou menos 35cm de diâmetro.
·         Transfira a massa para um papel manteiga na assadeira, se preferir, ou diretamente numa assadeira ligeiramente untada de manteiga. Com o papel manteiga fica mais fácil no final tirar a torta da assadeira e transferí-la para o prato de servir.
·         Com a massa na assadeira marque um círculo de 20cm no centro da massa. Usei um prato de sobremesa para marcar levemente esse círculo, que vai ser o tamanho do recheio da galete.
·         Ponha no centro do círculo metade da mistura de pimenta / açúcar / farinha. Reserve a outra metade para jogar depois sobre as peras.
·         Arrange as peras que foram cortadas acompanhando o círculo na massa, uma fatia de pera mas ou menos cobrindo um pouco a vizinha.
·         Agora ponha a outra metade da mistura de pimenta / açúcar / farinha sobre as peras.
·         Arrange os figos no centro das peras.
·         Dobre a parte de fora da massa [como se a fechasse] sobre as peras, deixando a fruta do centro [os figos] exposta.
·         Molhe um pouco a massa com água, usando um pincelou as mãos e ponha o restante do açúcar demerara de maneira uniforme sobre a massa.
·         Coloque a torta no forno para assar por 40 a 50 minutos, até dourar a massa e as frutas estiverem / parecerem cozidas e um pouco suculentas. Fique de olho nesse tempo porque os fornos variam um pouco na temperatura.
·         Quando pronta, transfira a galete para o prato de servir. Passar uma espátula de metal por baixo da galete ajuda nessa hora. Transfira a galete ainda morna.
·         Sirva morna ou fria [eu comi com sorvete de baunilha. muito bom].

Achei a galete gostosa, com pera e figo o sabor ficou suave. Acho que fica legal com outras frutas também.
Bom apetite.

Thursday, 28 February 2013

abrindo caminho

28 feb 2013


Começo esse post dando um alô muito especial aos leitores do blog: hello hello, você! J

Tenho recebido notícias aqui e ali de pessoas que lêem e gostam do blog. Muito obrigada pelo carinho.
Ademais, ontem conclui uma revisão em um dos capítulos de análise dos meus dados. Ah, como foi bom!!! De repente o passo andou, e o fato se deu.

É como tudo na vida, fazemos um movimento e as coisas acontecem. Eu já tinha tomado a decisão, em acordo com minha orientadora, de dividir os achados em dois capítulos, para não ter capítulos muito longos e também por coerência na organização do conteúdo.

Fazia dias demais que eu trabalhava nesse capítulo 6. Ontem concluí a digitação começando da pagina 16 e fui até o fim, página 45. Eu esboço, escrevo muito, planejo ‘cut1’ ‘paste1’ ‘copy’ ‘paste’, mas foi tanto ‘cut – paste’ que usei outros símbolos. Sou sempre cuidadosa na sinalização dessas revisões para não me perder tanto na hora de digitar. Deu tudo certo, apesar do trabalho longo e que exigiu uma atenção dobrada.

Agora, com essa revisão concluída, trabalho de novo no capítulo impresso, numa nova revisão, conferindo o que fiz. Vou com certeza adicionar mais dados, que já estão aqui no ponto, só esperando eu decidir onde e o que. Vou inserir mais falas / escritas dos participantes da pesquisa. Eu sei bem o que ainda tenho que fazer para ter uma versão do capítulo no ponto para mostrá-lo para a orientadora, que então lê e me devolve o material com mais um bocado de acertos para fazer.

E esbocei mais do capítulo 7, também de análise de dados; mas esse tá bem no comecinho. Tem gente que consegue fazer muito direto no texto, no computador. Eu tenho uma necessidade pessoal grande de ver as palavras no papel, de tocá-las, de riscar, mexer. É esse meu jeito e gosto de ser assim, apesar de saber que isso pode, talvez, ao fim e ao cabo levar mais tempo para concluir o mesmo trabalho. Cada pessoa deve encontrar seu jeito de ser produtiva.

Ah, como é bom caminhar. No caminho a estrada vai se construindo. A vida é boa.

Friday, 22 February 2013

‘Minha alma canta’

22 feb 2013


Estou no Brasil desde o dia 21 de janeiro. A saída da Inglaterra foi inesperadamente problemática por conta da neve que caiu e atrasou e ou cancelou voos, parou muitas partes do país, sacrificou planos que eu tinha feito para antes de vir e por aí vai. A neve foi tanta que terminei ficando em casa na sexta-feira (18 jan), quando tinha tanto que fazer no escritório na universidade. Só no sábado, driblando poças de neve que derretiam nas calçadas, é que finalmente fomos na cidade comprar umas coisas – e encomendas da minha irmã – para trazer. Fui com uma lista enorme mas consegui fazer tudo, incluindo tirar as fotos para a renovação do meu visto de estudante.

Vim ao Brasil resolver assuntos pessoais / familiares, profissionais, e acadêmicos, porque cheguei e ali na mesma semana fui ao Rio de Janeiro fazer o meu visto. Tive a companhia maravilhosa da minha mãe para essa viagem. Adoro viajar, acompanhada. Os cinco dias no Rio foram maravilhosos. Fomos ao Vivo Rio ver o musical “A Família Addams”. O musical, com a Marisa Orth e o Daniel Boaventura à frente do elenco é sensacional, muito divertido, com iluminação e cenário primorosos. Também visitamos o Museu da República, no Catete, passeamos na marina da Gloria, em Ipanema, tomamos um café e compramos um livro na livraria da travessa, e tal e coisa. Rio de Janeiro tá muito lindo, como sempre, e aparentemente mais seguro.   

E tive os internáveis papos, que vão madrugada adentro, com meu querido primo Eduardo, e com o Murilo e com a Eliana e com minha mãe. Vale um registro para os afagos entre a mamãe e a Flora Rosa, a cachorrinha linda. Foi uma pena grande não ter encontrado meu amigo Antonio dessa vez. Eliana veio nos visitar na segunda-feira de noite e conversamos muito sobre a vida e sobre trabalho e estudo. Ela acabou de chegar de uma temporada de quatro meses na Universidade do Porto, onde desenvolveu parte da pesquisa do programa de doutorado dela, em psicologia. Passamos um bom pedaço conversando na cozinha, que é onde muitas coisas são reveladas, enquanto alguém frita ovos e outro alguém torra pães, para deleite de todos. Cheers to love.

Fomos (mamãe e eu) ao World Bridge, que fica na praia de Botafogo, para entrega de documentos para meu visto de estudante. Entreguei originais de tudo. Foi uma jornada juntar todos os documentos e responder aos questionários minuciosos. Na Inglaterra eu esbocei as respostas para os questionários e tive uma sessão no setor de visto da universidade com a Clare. Ela sabe muito sobre as exigências do governo britânico para vistos e me deu uma ajuda preciosa. Tudo resolvido, voltamos para Teresina. Estou com o visto renovado em mãos. Beleza!!!
“. . . minha alma canta . . .” (Tom Jobim)


Saturday, 16 February 2013

filme: as mulheres do sexto andar

16 feb 2013



Carnaval foi tranquilo e feliz. Descanso e tempo para minhas leituras, um livro de deleite e outras leituras da pesquisa. Beleza. 

No domingo de carnaval fomos almoçar em Campo Maior, cidade a 84 kilômetros de Teresina, na fazenda da minha prima Suzanny. O dia foi ótimo, com muita conversa boa. O almoço foi na fazenda do Pedro, tio dela, ali pertinho. Um sem fim de comida: carneiro, porco, galinha caipira, cozido e muita carne em forma de churrasco. Comida deliciosa, mas assim carne e churrasco eu não posso comer, ou só posso provar e pronto. 

Resultado: na volta a Teresina Kassandra me levou para o hospital e lá ficamos por mais de três horas, tratando de uma crise grande de pressão alta que os excessos me renderam. Me preocupei demais com essa crise e tô de consulta marcada com o cardiologista para a próxima semana.

Saímos do hospital direto para uma loja de dvds. Fazia dias que eu estava com vontade de ver uns filmes. Bom, era domingo de carnaval, de noite, e quase todos os lançamentos tinham sido alugados. Mas ainda conseguimos pegar três filmes legais.

E finalmente assisti “As Mulheres do Sexto Andar”, comédia francesa de 2010.
Título original: Les femmes du 6ème étage

Diretor: Philippe Le Guay

Autores: Philippe Le Guay, 

Na Paris do começo dos anos 1960s a vida de um casal muda bastante com a presença de seis empregadas doméstica espanholas no prédio. Um bom filme, com elementos da cultura pra gente aprender e entender mais sobre as interações e a sociedade francesa da época. Porém, muito do que se vê no filme me parece atual.
O casal tem dois filhos arrogantes, que estão em escola de internato (boarding school). As espanholas terminam mudando totalmente a vida dessas pessoas, que levam uma vida estável, confortável, mas muito sem graça e sem vida, como a própria Suzanne (Sandrine Kiberlain) diz para as amigas. As mudanças maiores acontecem quando Maria vai trabalhar no apartamento do casal como empregada deles.
O ator Fabrice Luchini está excelente, mais uma vez, como em ‘intimate strangers’, outro filme francês que eu gosto muito. Eu adoro o cinema francês. Bom também ver a maravilhosa Carmen Maura.
E a pressão normalizou e o carnaval seguiu, tranquilo, como eu gosto. 

Saturday, 9 February 2013

o espirituoso Okon

9 feb 2013



O Okon é um amigo da Nigéria, muito engraçado e espirituoso. Cidadão britânico, morou no Reino Unido muitos anos, depois mudou-se para o Japão, onde morou por mais de 10 anos e é casado com uma japonesa. Em 2009, Okon começou o doutorado na Universidade de Southampton, pagando tudo sozinho, sem bolsa de estudo. Veio para ter outras e melhores possibilidades no futuro. Ele tinha feito um mestrado em Linguística Aplicada.
Ele dividiu um apartamento com o Tee, nosso amigo Tailandês. Eles ofereceram um jantar nigeriano e tailandês para mim e Kassandra e Mike em setembro 2011. Outro dia ele me deu feijão nigeriano, muito parecido com o nosso feijão verde. Muito gostoso.
O Okon concluiu sua tese de PhD em agosto do ano passado, a submeteu para os examinadores, e foi em seguida assumir o emprego de professor numa universidade no Qatar. O emprego veio com o título de mestre que ela já tinha. Quando tiver o diploma de doutor em mãos vai melhorar mais ainda. Emprego excelente com salário para fazer uma diferença na vida. Muito merecido! Agora no comecinho de fevereiro foi a defesa da tese, que teve como contexto de estudo o Japão e o tema foi ansiedade no aprendizado de língua estrangeira. Ele diz sempre que o povo japonês é tímido e reservado. Isso tem um reflexo nas interações que são propostas em sala de aula de inglês, por exemplo. A defesa da tese foi tranquila e agora meu amigo é Dr Okon.
A defesa da tese do Okon terminou demorando muito para acontecer, a contragosto dele. Mas é assim, o que não depende só da gente não se define como nem quando a gente deseja. Aliás, mesmo quando depende só de nós nem sempre conseguimos do jeitinho do nosso desejo. Ele tinha me dito há um tempo que estava louco para essa defesa acontecer logo, para ele poder tirar a tese do 'sistema' dele. Eu sei como é isso.
No começo do doutorado o Okon teve problemas sérios de referencial teórico para desenvolver a pesquisa. Esses problemas ficaram claros na apresentação de primeiro ano. Segundo ele, jogou no lixo todo um ano de trabalho, leituras, e muito material já escrito. Ele me disse que perdeu apenas o tempo, mas aprendeu muito e encontrou um foco que seria possível para sua pesquisa e a ele se entregou.
Trabalhou para conseguir dinheiro e se manter. Durante o doutorado ele passou oito meses no Japão, trabalhando de lá e coletando dados para a pesquisa. Eu perguntei como ele conseguiu virar tão completamente um jogo confuso no primeiro ano por um trabalho produtivo e com a perspectiva – incrível – de concluir tudo em tempo record. Ele apontou para as ‘partes’ e disse ‘kalina, isso aqui não tá trabalhando, só isso aqui’, agora apontando para a cabeça. Okon é terrível. Morremos de rir, claro.
Sempre conversamos muito. Por enquanto nos restam emails. Ele é um amigo querido. Antes de ir assumir o emprego no Qatar foi à Nigéria por quatro semanas, ver o maior número possível de familiares. Okon riu muito dizendo que tinha ir lá naquele momento, agosto passado, na condição de estudante, portanto pobre e desobrigado de levar presentes para muita gente, pela última vez.
No funeral do pai dele, há uns três anos, havia trinta e nove irmãos. Do que ele consegue contar, são quarenta e sete, entre irmãos e irmãs. O pai dele foi um homem de vida ocupada, casou-se várias vezes. Quando era criança Okon conviveu, numa casa grande, com cinco ou seis mulheres de seu pai e um tanto de criancas. Em casa era feito o rodízio de roupas e dividida a comida, nem sempre farta. Fí-lo me prometer que vai escrever um livro contando a vida dele, depois que ele contou essa e muitas outras histórias maravilhosas da vida pessoal dele para mim e pro Tee num jantar de despedida dele no restaurante La Margherita, em Southampton. Nós três compartilhamos área de estudo, linguística aplicada e a mesma orientadora. Comida boa, papo excelente com muitas gargalhadas, e uma vista linda do porto.

Monday, 7 January 2013

feliz feliz feliz

7 jan 2013


Estou muito feliz.
Ontem, 6 de janeiro, foi meu aniversário de 50 anos. Mike e eu passamos o fim de semana em Londres para comemorar. Fomos a exibições de fotografias em três galerias de arte, fomos ao teatro ver “O Fantasma da opera”, comemos em restaurantes ótimos, caminhamos pela cidade, fomos a dois pubs excelentes, e fizemos um monte mais de coisas inesquecíveis que Londres proporciona. Ficamos num hotel super bem localizado, em Strand. De lá pode-se ir a muuuuitos lugares caminhando. Adoramos tudo.

Aí viemos embora ontem de noite. Chegamos de volta em Southampton um pouco depois do planejado. Eu estava com muitas idéias na cabeca para escrever posts ótimos para o blog contando tudo. . . só consegui um tempinho para responder a alguns emails urgentes e telefonar para minha familia no brasil. A benção da minha mãe é prioridade num dia de aniversáio; alias, sempre. Coisa boa que minha irmã de coração Manuela já tinha me ligado quando estávamos ainda em Londres.

Me esperava em casa um linda festa surpresa ‘para dois’ com bolo, presentes, vinho, mais outro cartao de aniversario lindo e tal e coisa. Tudo escondido de mim. Como assim esse buquet lindo de flores e essa torta deliciosa e grande entraram em casa e eu não vi nada?
E me perguntei: o que eh mais urgente: ser feliz ou anunciar ao mundo que voce estou feliz?

E estou feliz, muito feliz; agora anunciado. Também fiquei bastante tocada com tanta doçura e carinho de bem mais de 90 anos de tantos lugares do mundo me mandando mensagens de feliz aniversário. Yey!!!

E assim o ano começa com idade nova para mim. Estou feliz, super feliz. Overjoyed.

Tim tim para você comemorar comigo esse momento mágico. 

Friday, 4 January 2013

escavação

4 jan 2013



Terminei o ano de 2012 e comecei o ano de 2013 entregue ao trabalho de escrita da minha tese de doutorado. Porém, meu ritmo é lento, ou não é como eu gostaria que ele fosse.

Como já falei no post anterior sobre o assunto, o escritório enorme aqui, para 17 estudantes pesquisadores, tem sido ocupado basicamente por mim e meu amigo Tee [nome original Khomkrit Tachom. Tee é para o consumo diário], da Tailândia. Tee está concluindo seu trabalho de tese, concluindo mesmo. Deve imprimir a versão final hoje, mandar encardernar e seguir com os procedimentos junto ao escritorio de pós da universidade, logo aqui no andar de baixo, de onde uma cópia vai ser enviada ao examinador externo, que no caso dele vai ser um professor de uma universidade de Londres.

E aí num dia qualquer da semana passada, conversando com o Tee durante um intervalo para almoço, que acontece aqui mesmo no escritório, eu comentei com ele sobre minha constante insatisfação com o volume de trabalho que consigo fazer ao final do dia, quase todos os dias. Também tenho dias de completude, menos frequentes, mas eles acontecem. Tee, como sempre, em seu jeito budista de pensar, me disse: “não se preocupe, Kalina. Simplesmente faça, mesmo que só um pouquinho. Eu também tenho muitos dias assim. O PhD é um processo de escavação. A gente vai cavando e cavando, de um poço. E às vezes a gente não encontra nada”.

Eu sei que só um pouquinho é igualmente valido, e que mesmo não tendo feito muito amanhã vou voltar para o trabalho não para o começo, mas para um conteúdo fresco na minha mente, e familiar, o que faz muita diferença em todas – TODAS - as fases do processo de doutorado.

E assim eu sigo. Trabalhei no Natal e no Ano Novo, e entre os dois, e tô feliz porque consegui ser produtiva nesses dias, porque o serviço é grande e o chão a ainda ser percorrido me parece longo. No momento estou concentrada no capitulo de análise de dados. Aliás, estou pensando em dividir os achados e análise em dois capítulos, a ser acertado com a orientadora. Nem sei quantas horas já se se passaram em que organizo, leio e leio de novo e leio mais uma vez os dados, qualitativos e analiso os quantitativos. Há momentos em que me pergunto o que dizer sobre os achados: os quantitativos considero que já exibem os resultados relevantes de forma explícita. Sobre os qualitativos fico achando que na análise vou me repetir e falar o óbvio. O único consolo é que, quando compartilho essa angústia com qualquer colega, ele/a completa meu pensamento, rindo, dizendo que sente exatemente a mesma coisa. Eu sei bem que organizar os dados é apenas parte da análise, que aqui está caminhando.

E assim caminha a humanidade.

Monday, 31 December 2012

be jolly happy in 2013

31 dec 2012


que em 2013 todos nos consigamos sorrir, brincar, ser leve com o outro e com nos mesmos/as, com paz e saude.
abraco grande e caloroso da minha pessoa para a sua.

Monday, 24 December 2012

feliz natal

24 dec 2012


um Natal sereno para todo mundo, com
Paz,
Saude,
Entendimento,
Alegrias,
Farturas,
Sonhos realizados

e que as calorias nao facam morada em nos. nosso natal aqui eh so amanha, no dia 25. isso representa mais horas de ansiedade pela festa. yey! abraco muito grande.