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Friday, 22 February 2013

‘Minha alma canta’

22 feb 2013


Estou no Brasil desde o dia 21 de janeiro. A saída da Inglaterra foi inesperadamente problemática por conta da neve que caiu e atrasou e ou cancelou voos, parou muitas partes do país, sacrificou planos que eu tinha feito para antes de vir e por aí vai. A neve foi tanta que terminei ficando em casa na sexta-feira (18 jan), quando tinha tanto que fazer no escritório na universidade. Só no sábado, driblando poças de neve que derretiam nas calçadas, é que finalmente fomos na cidade comprar umas coisas – e encomendas da minha irmã – para trazer. Fui com uma lista enorme mas consegui fazer tudo, incluindo tirar as fotos para a renovação do meu visto de estudante.

Vim ao Brasil resolver assuntos pessoais / familiares, profissionais, e acadêmicos, porque cheguei e ali na mesma semana fui ao Rio de Janeiro fazer o meu visto. Tive a companhia maravilhosa da minha mãe para essa viagem. Adoro viajar, acompanhada. Os cinco dias no Rio foram maravilhosos. Fomos ao Vivo Rio ver o musical “A Família Addams”. O musical, com a Marisa Orth e o Daniel Boaventura à frente do elenco é sensacional, muito divertido, com iluminação e cenário primorosos. Também visitamos o Museu da República, no Catete, passeamos na marina da Gloria, em Ipanema, tomamos um café e compramos um livro na livraria da travessa, e tal e coisa. Rio de Janeiro tá muito lindo, como sempre, e aparentemente mais seguro.   

E tive os internáveis papos, que vão madrugada adentro, com meu querido primo Eduardo, e com o Murilo e com a Eliana e com minha mãe. Vale um registro para os afagos entre a mamãe e a Flora Rosa, a cachorrinha linda. Foi uma pena grande não ter encontrado meu amigo Antonio dessa vez. Eliana veio nos visitar na segunda-feira de noite e conversamos muito sobre a vida e sobre trabalho e estudo. Ela acabou de chegar de uma temporada de quatro meses na Universidade do Porto, onde desenvolveu parte da pesquisa do programa de doutorado dela, em psicologia. Passamos um bom pedaço conversando na cozinha, que é onde muitas coisas são reveladas, enquanto alguém frita ovos e outro alguém torra pães, para deleite de todos. Cheers to love.

Fomos (mamãe e eu) ao World Bridge, que fica na praia de Botafogo, para entrega de documentos para meu visto de estudante. Entreguei originais de tudo. Foi uma jornada juntar todos os documentos e responder aos questionários minuciosos. Na Inglaterra eu esbocei as respostas para os questionários e tive uma sessão no setor de visto da universidade com a Clare. Ela sabe muito sobre as exigências do governo britânico para vistos e me deu uma ajuda preciosa. Tudo resolvido, voltamos para Teresina. Estou com o visto renovado em mãos. Beleza!!!
“. . . minha alma canta . . .” (Tom Jobim)


Friday, 12 February 2010

abre alas pra minha folia

12 February 2010

Carnival

I just realized that these are carnival days in Brazil. I believe I try not to be connected with events which are very different from here because they show me that I am in a different world. This is, at times, slightly disturbing to me.

Another thing I just became aware of, and which always make me feel heartbreaking is that today is the 12th of February. Well, the day after tomorrow – the 14th Feb – my brother Henrique would turn 49 if he hadn’t passed away at age 28. See, too bad. Maybe I have been away from this blog because sometimes the free writing leads me to pain, not to join.

Well, let’s try and come back to carnival. I don’t remember have been a super carnival enthusiast, but it is very obvious that the beauty, the joy and the good energy that it makes us all feel in Brazil these days is contagious. I like to dance, to watch the wonderful parade in Rio, to see the carnival aficionado people who fully stop leading a serious life to devote these days to, just as seriously, let go of imagination, freedom, joy, opportunity for redemption, really. I find it so healing. Honestly, going to the streets to dance and play along with your peers dressed up in whatever disguise you think fit your mood that year can only be great.

Pernambuco, particularly Recife and Olinda have a fantastic tradition of putting an enormous number of people in the streets. These people remain there for soooo many hours, standing and dancing. Yes, it ought to be a soul cleansing and spiritual development ritual. Olinda has those giant dolls, of which I used to be very afraid. The maracatu, the frevo, and the other many peculiar traces of the local history are indeed very good to see.