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Thursday, 23 May 2013

Pilates

23 may 2013

Spring at The Common Park, Southampton, UK
Hoje escutei cedinho no rádio que estamos tendo a primavera mais fria desde 1979. Tava fazendo 12.5 graus celsius de manhã cedo, baixou para 10.5 e agora a temperatura em Southampton é de 8 graus. Que primavera é essa? O dia está lindo, o sol brilhando, mas frio. Ainda ando com meu casaco de inverno, agora com roupa de manga curta por dentro. Como ando parecendo uma estranha no ninho, vou trocar por um casaco de primavera mas caprichar nas mangas longas. Eu sinto frio, saio de casa cedo da manhã, volto quase sempre de noite, e não quero correr o risco de ficar tremendo de frio por aí. Vejo gente de camiseta nas ruas, mas a grande maioria ainda é de pessoas bem cobertas, com casaco, apesar do clima / desejo já ser de verão. Para mim tudo beleza nessa primavera de dias lindos e felizes, e frios. Esse meu registro do frio não é uma queixa. Ele anda bem suportável.

Gostaria mesmo é de falar de uma aula de pilates que tive anteontem, terça-feira. Valha-me Deus, como achei difícil. A aula aconteceu na sala de artes marciais, três andares abaixo do terreo no prédio SUSU ‘University of Southampton Students’ Union’, no campus principal – Highfield. SUSU é um prédio imenso onde acontecem muuuuitas coisas relacionadas a e oferecidas aos estudantes da universidade, incluindo cinema, algumas das atividades físicas e alguns restaurantes / lanchonetes. Lá vou eu, como sempre, quase meia hora adiantada para a aula que seria das 5.30 às 6.30 da tarde. Troquei de roupa no banheiro e vaguei um pouco pelos corredores. Depois sentei no chão do corredor para esperar o povo da aula. Passaram por ali várias pessoas, rapazes e uma ou duas moças, vindos de uma aula não sei de que, usando kimonos. Aí chegou mais uma senhora para o pilates, conversamos um pouco e ela sentou também no chão do correder.

A professora e mais outros alunos chegaram e começamos a aula. A Professora, esqueci de perguntar o nome dela, veio falar comigo só para um cumprimento simpático antes da aula, com umas doze pessoas, apenas um homem. Comecei até mais ou menos bem nos movimentos, mas logo logo ficou claro que preciso de muito treino só para desenferrujar, para começar. No que eu levanto o quadril um trisco acima da cabeça (isso aconteceu várias vezes durante a aula) me dá ânsia de vômito e tontura. Impressionante como esse movimento, e outros, meu deu uma sensação de perder totalmente o controle de mim, de achar que ia cair (como, se eu já estava no chão?), vomitar, desmaiar. E pensei assim: ‘quem vai socorrer esse corpo moreno se eu desmaiar?’ e preferi, quando não conseguia fazer o exercício, sentar e ficar só tentando ‘aprender’ a respirar. Achei dificil até jogar / botar os braços para trás. Eita! Sera que é assim mesmo, eu chego aos 50 anos de idade precisando aprender a respirar? A professora orientando ‘inhale’, ‘exhale’ e eu só pensando que não estava fazendo o serviço da forma certa.

Não consegui fazer muuuita coisa da aula, mas a professora disse no final que me sai bem para o primeiro dia, ‘you did very well for a first time’. De noite tava toda quebrada. Achei muito bacana e a professora é excelente, sabe muito do que tá fazendo. Esse é o tipo de exercício que me atrai, muito mais do que coisa bem excitada e com música torando os ouvidos. É como se fosse um momento bem especial, de concentração numa atividade apenas. Eu adorei o pilates, agora tô torcendo para ele gostar de mim também. Depois da aula fui caminhando para casa numa caminhando animada e aquecida, e feliz. Fiz o trajeto em menos de 30 minutos. É incrível como quando a gente faz o movimento tudo acontece de bacana nessa vida.

Friday, 17 May 2013

o batente transatlântico

17 may 2013

Steve, Eliane, Benilde, Kalina, Venicio. at Trago Lounge, Southampton, UK.

Passei agora mais de três meses em Teresina, onde retomei minhas atividades de trabalho. Revi muita gente do coração. Tive muitas, muitas distrções do meu serviço da tese. Consegui, na medida da concentração e produção possíveis, revisar os capítulos 2, 4 e 5. Trabalhei mais um bocado no capítulo 6, quando entendi que a análise dos dados coletados vai ficar mais organizada e coerente se for dividida em dois capítulos diferentes, atendendo às questões de pesquisa. 

Trabalhei muitas horas, como sempre, com a constante e cansativa sensação de que deveria estar fazendo mais. Seguindo a sugestão de uma pessoa amiga, e como forma de fechar o ciclo de trabalho no Brasil, apresentei todo o trabalho para três amigas, professoras da area de linguística aplicada. Preparei uma apresentação em power point de toda a pesquisa, inclusive com conclusão preliminar.

A apresentação foi no CEUT, onde também a Professora Maria Helena gentilmente me permitiu estudar numa das salas de orientação. Minha querida amiga Fatima Lima organizou a apresentação e convidou a Luciana Eulalio e a Rivanda Medeiros para se juntatem a nós e assistirem e criticarem / comentarem / argumentarem sobre o que fiz até agora. Isso me deixou com um panomara claro na cabeça, e no papel, do que fiz no Brasil, do quanto avancei, e do que ainda teria pela frente para fazer na tese. Sensacional!!! Foi um previlégio poder passar por essa oportunidade de ‘dar a cara a tapa’, mesmo. O resultado dentro de mim foi maior do que eu pensava. O preparo do power point, o preparo para apresentar o material e toda a concentração me trouxeram um retorno tão gratificante, uma sensação feliz de conquista, que nos dias que se seguiram à apresentação, ainda no Brasil, não senti mais necessidade de trabalhar na tese. Apenas organizei o que precisa trazer comigo para dar continuidade aqui. 

Depois da apresentação ainda conversamos um bocado. Em seguida, Fatima precisou ir dar aula, e Luciana, Rivanda e eu fomos para o Coco Bambu, onde conversamos até quase meia noite. Muito, muito bom.
E chegou o dia de voltar para a Inglaterra. Vim com minha mãe e meu irmão Venício. Entramos na Inglaterra, viemos para Southampton e ficamos aqui três dias. Pegamos o eurostar para Paris, onde passamos três dias. Pegamos um trem para Bruxelas, onde ficamos dois dias. Pegamos outro trem, de novo o eurostar, para Londres, onde ficamos mais dois dias. Voltamos para Southampton, por mais cinco dias, com saídas para visitar várias cidades por aqui por perto e umas comprinhas e coisa e tal. Viagem mágica, em companhias maravilhosas, visitando paisagens inesquecíveis, sofrendo em filas parisienses, e por aí vai, mas tudo muito bom e relaxado. Um luxo! Eles voaram de volta para o Brasil domingo passado, dia 12. 

Na segunda-feira, dia 13, retomei oficialmente minha pesquisa no escritório na universiade e hoje encerro essa primeira semana com vários reencontros felizes. Ontem tive supervisão com minha orientadora. Mostrei para ela a apresentação que tinha mostrado no Brasil para as meninas. Ela gostou muito de ver essa síntese do trabalho. Conversamos por quase 90 minutos sobre o que vem pela frente: muuuito trabalho. Eu tinha mandado dois capitulos (4 e 5) para ela ler. Eu os considerava concluídos, no ponto de serem apenas incluídos no texto final da tese. Doce engano! Ela fez várias recomendações para eu trabalhar no material, e também diminuir / enxugar os capítulos, que estão longos demais. Aqui a tese total deve ter em torno de 75.000 palavras. Portanto, a luta pelo equilíbrio nesse limite está em todos os capítulos e no conteúdo a ser apresentado.

E assim concluo a primeira semana. Com noites frias, manhãs frias, um sol que ensaia um sorriso mas se recolhe, porque dona chuva quer chover, numa primavera tímida e que tem dificuldade de dar tchau de vez ao inverno. A gente vai levando; vai levando até bem.
Mas tenho pensado muito em Drummond nos últimos três dias porque agora tem uma pedra no meio do caminho. No meio do caminho tem uma pedra. Mas a gente segue, com fé em Deus.

Thursday, 28 March 2013

ABEP e Conferência na Universidade de Oxford

28 mar 2013



A ABEP é uma associação de estudantes brasileiros no exterior. Na gestão anterior eu era membro da diretoria. Nessa época organizamos uma conferência que aconteceu na Universidade de Oxford, em novembro de 2010. Foi uma conferência de um dia, como acontece em muitas universidades, para a gente compartilhar pesquisa em andamento [em qualquer estágio acho que dá para apresentar], trocar idéias, conhecer gente, e muito mais. Na inscrição incluímos um abstract do que queremos compartilhar. Essa apresentação deve ter um foco, claro, que pode variar: a metodologia que escolhemos para usar na pesquisa, alguma análise de dados, ou até mesmo uma apresentação geral da pesquisa. Consider essa experiência muito enriquecedora.

Nos preparativos a gente se falou [e riu] um sem fim de vezes ao telefone e por email, combinando quem seria os convidados para palestras, decidimos sobre os certificados, e mais coisas que aconteceram no meio do caminho desse planejamento. Falei mais vezes ao telephone com o Luma, que foi eleito president da ABEP na conferência, e com mais outras pessoas por email. É sempre melhor decidir conjuntamente, a partir de um consenso, que sozinha. Felipe, um menino brasileiro que faz doutorado em Oxford, foi o anfitrião da conferência, que aconteceu num dos departamentos da universidade.

Tudo organizado, planejei a viagem para lá com a Karla, uma brasileira que fazia mestrado em linguística aplicada em Southampton. Tomamos o trem para Oxford bem cedo de uma manhã gelada. Chegando lá pegamos um taxi para a universidade porque não dava mesmo para se aventurar caminhando naquele frio de novembro. Ah, como foi bom e divertido o dia. Tivemos uma presença grande de apresentadores com pesquisas bem diversificadas.

Em Oxford conheci um menino simpático que é de Teresina e mora [ou morava, à época] com uma tia em Manchester desde menino. Muito bonitinho vê-lo dizer imediatamente: ‘sou de Teresina’, com uma peleja para falar português de vez em quando. A gente tava tomando chá e ele disse assim: ‘eu adoro essa chá’. Hehe tive vontade de dizer pra ele que chá em português é masculino, mas não quis, como não quero nunca, quebrar o charme dessa presença da língua 1 do falante. O nome dele é George.

Apresentei um poster nessa conferência, concentrando em uma das minhas questões de pesquisa com os resultados obtidos naquele momento. O tema foi autobiografia e o que ela revelou sobre os participantes. A conferência na University of Oxford fortaleceu em muito a associação, que desde então organizou mais duas conferências: (a) em 2011, em Londres. Não pude ir a essa porque coincidiu na data com uma conferência que fui em Belfast. (b) a de 2012, que foi em Cambridge. Mais uma vez não pude ir, porque estava ocupada demais com meu trabalhos em Southampton. Perdi essas duas e outras conferências pela mesma razão. Não consigo fazer muuuuitas coisas ao mesmo tempo. E assim tenho feito: aproveitado muito do que posso e vendo passar outras tantas oportunidades, repetindo a canção da escolha.

Na ABEP fazemos um trabalho de ajuda mútua. Considero importante fazer parte da associaçãao, porque no site da associação, na troca de emails e nos encontros / cafés que são promovidos conseguimos muitos tipos de ajuda, por exemplo: os bolsistas da Capes discutem assuntos pertinentes à situação deles, trocamos dicas de moradia, dúvidas sobre [limite de] peso na bagagem para quem tá indo, vindo, dúvidas sobre tipos de vistos, e por aí vai. Já fui socorrida várias vezes e já ajudei outras, às vezes sem ter a resposta solicitada, mas pelo menos desejando boa sorte a alguém, e isso tem sido bom. A conferência foi um sucesso. No final do dia tomamos o trem de volta para Southampton, felizes e empolgadas com a associação.

Sunday, 17 March 2013

boa de saude

17 mar 2013


e ai que voltei ao medico cardiologista, Dr. Newton, depois de fazer todos os exames que ele pediu, incluindo exames de sangue para um mooonte de coisas, ecocardiograma e o da esteira. ja no exame da esteira o medico [cardiologista tambem e irmao do meu medico] disse que eu estava me saindo muito bem. o meu medico, depois de avaliar tudo, me disse que estava muito feliz com todos os resultados. os resultados da urina e do sangue foram bons, com ressalva apenas para os triglicerideos, que estao acima do desejado. ele recomendou que eu diminua gordua, acucares, e massas. dr newton que me sai muitissimo bem na esteira. yey!!! minhas caminhadas na inglaterra, mais longas e rapidas nos fins de semana e mais brandas durante a semana, me ajudam muito. ah, que beleza!

eu estava com muito medo, sinceramente. quando comecei no exame da esteira estava muito apreensiva. depois de alguns minutos ele me perguntou se eu estava cansada. eu disse: - 'pouco cansada, muito tensa'.
ele falou pra eu relaxar, que tava dando tudo certo.

Friday, 8 March 2013

Chef Morena: galete de pera e figo

8 mar 2013


Como nada pode ser tudo na vida, eu também tenho hobbies que me ajudam a aliviar as tensõesque me visitam. E assim tenho desenvolvido um talento na cozinha que me ajuda demais a relaxar e a comer bem [repara aí na modéstia]. Fazer um prato de comida, desde o planejamento da compra de ingredientes, produção e finalização com o mesmo à mesa de refeição é super legal porque me dá a sensação, muito boa, de completude. Acredite, essa experiência me ajuda nos projetos da vida.

Tirei essa receita da Mary O’Rourke  do ótimo The Waffle Window. Galete, a torta rústica. Essa é de peras e figos. Mary tem um canal no youtube. Lá ela ensina direitinho a fazer essa galete, com os detalhes nas instruções. Aqui vai minha tradução meio capenga da receita.

Galete de pera e figo
Porções: 6
Tempo de preparação: 2 horas

Ingredientes para a massa
  • 1 copo de farinha de trigo
  • 1/4 colher de chá de sal (botei um pitada mínima)
  • 1/4 colher de chá de açúcar
  • 6 colheres de sopa de manteiga sem sal gelada – corte a manteiga em cubinhos.
  • 3 colheres de sopa de água gelada
Para o recheio
  • 700 gr mais ou menos de peras maduras e firmes [usei 3 peras e foi suficiente]
  • 1 colher de sopa de suco de limão
  • 4 colheres de açúcar
  • 2 colheres de chá de farinha de trigo
  • 1/4 colher de chá de pimenta do reino [black pepper] moidinha [usei baunilha ao invés da pimenta, mas sei que com a pimenta fica muito legal também]
  • 5 figos frescos pequenos
  • 1 colher de sopa de manteiga amolecida
  • 1 colher de chá de [turbinado sugar] usei um açúcar demerara crocante
Para os finalmentes
  • 2 colheres de chá de [turbinado sugar] usei um açúcar demerara crocante
  • Água para pincelar a massa
Como fazer a massa
  • Peneire 1 copo de farinha de trigo com 1/4 colher de chá de sal [usei uma pitada minima] e 1/4 colher de chá de açúcar.
  • Ponha tudo numa vasilha pequena com os cubinhos de manteiga, usando duas facas ou suas mãos para juntar a manteiga à mistura seca até essa mistura ter a consistência meio esfarelada. Cuidado para não derreter demais a manteiga.
  • Adicione as 3 colheres de sopa de água gelada à massa. Se estiver muito seca, adicione mais um pouquinho de água gelada.
  • Forme uma bola da massa e bata até ficar na espessura de mais ou menos 2cm.
  • Guarde em plástico filme ou num saco plástico de guardar comida e deixe gelar por pelo menos 30 minutos, ou até por uma noite.
Como fazer o recheio
·         Enquanto a massa está gelando, misture 4 colheres de sopa de açúcar com a farinha de trigo e a pimenta.
·         Descasque as peras [ou não, como eu fiz. também fica bom com a casca] e corte-as em fatias no sentido do comprimento. Coloque-as numa vasilha com o suco de limão.
·         Corte os figos em metades.
·         Coloque um pouquinho da colher de sopa da manteiga macia e do açúcar [turbinado] ou demerara, primeiro a manteiga, depois o açúcar [ou açúcar branco ou mascavo] sobre os figos. Isso vai evitar que os figos ressequem enquanto assam. Deixe-os de lado enquanto vai montando a galete.

Como fazer a galete
·         Pré-aqueça o forno em temperature média.
·         Tire a massa do plástico da geladeira e o coloque-a numa superfície ligeiramente enfarinhada. Usando um rolo, abra a massa em mais ou menos 35cm de diâmetro.
·         Transfira a massa para um papel manteiga na assadeira, se preferir, ou diretamente numa assadeira ligeiramente untada de manteiga. Com o papel manteiga fica mais fácil no final tirar a torta da assadeira e transferí-la para o prato de servir.
·         Com a massa na assadeira marque um círculo de 20cm no centro da massa. Usei um prato de sobremesa para marcar levemente esse círculo, que vai ser o tamanho do recheio da galete.
·         Ponha no centro do círculo metade da mistura de pimenta / açúcar / farinha. Reserve a outra metade para jogar depois sobre as peras.
·         Arrange as peras que foram cortadas acompanhando o círculo na massa, uma fatia de pera mas ou menos cobrindo um pouco a vizinha.
·         Agora ponha a outra metade da mistura de pimenta / açúcar / farinha sobre as peras.
·         Arrange os figos no centro das peras.
·         Dobre a parte de fora da massa [como se a fechasse] sobre as peras, deixando a fruta do centro [os figos] exposta.
·         Molhe um pouco a massa com água, usando um pincelou as mãos e ponha o restante do açúcar demerara de maneira uniforme sobre a massa.
·         Coloque a torta no forno para assar por 40 a 50 minutos, até dourar a massa e as frutas estiverem / parecerem cozidas e um pouco suculentas. Fique de olho nesse tempo porque os fornos variam um pouco na temperatura.
·         Quando pronta, transfira a galete para o prato de servir. Passar uma espátula de metal por baixo da galete ajuda nessa hora. Transfira a galete ainda morna.
·         Sirva morna ou fria [eu comi com sorvete de baunilha. muito bom].

Achei a galete gostosa, com pera e figo o sabor ficou suave. Acho que fica legal com outras frutas também.
Bom apetite.

Thursday, 28 February 2013

abrindo caminho

28 feb 2013


Começo esse post dando um alô muito especial aos leitores do blog: hello hello, você! J

Tenho recebido notícias aqui e ali de pessoas que lêem e gostam do blog. Muito obrigada pelo carinho.
Ademais, ontem conclui uma revisão em um dos capítulos de análise dos meus dados. Ah, como foi bom!!! De repente o passo andou, e o fato se deu.

É como tudo na vida, fazemos um movimento e as coisas acontecem. Eu já tinha tomado a decisão, em acordo com minha orientadora, de dividir os achados em dois capítulos, para não ter capítulos muito longos e também por coerência na organização do conteúdo.

Fazia dias demais que eu trabalhava nesse capítulo 6. Ontem concluí a digitação começando da pagina 16 e fui até o fim, página 45. Eu esboço, escrevo muito, planejo ‘cut1’ ‘paste1’ ‘copy’ ‘paste’, mas foi tanto ‘cut – paste’ que usei outros símbolos. Sou sempre cuidadosa na sinalização dessas revisões para não me perder tanto na hora de digitar. Deu tudo certo, apesar do trabalho longo e que exigiu uma atenção dobrada.

Agora, com essa revisão concluída, trabalho de novo no capítulo impresso, numa nova revisão, conferindo o que fiz. Vou com certeza adicionar mais dados, que já estão aqui no ponto, só esperando eu decidir onde e o que. Vou inserir mais falas / escritas dos participantes da pesquisa. Eu sei bem o que ainda tenho que fazer para ter uma versão do capítulo no ponto para mostrá-lo para a orientadora, que então lê e me devolve o material com mais um bocado de acertos para fazer.

E esbocei mais do capítulo 7, também de análise de dados; mas esse tá bem no comecinho. Tem gente que consegue fazer muito direto no texto, no computador. Eu tenho uma necessidade pessoal grande de ver as palavras no papel, de tocá-las, de riscar, mexer. É esse meu jeito e gosto de ser assim, apesar de saber que isso pode, talvez, ao fim e ao cabo levar mais tempo para concluir o mesmo trabalho. Cada pessoa deve encontrar seu jeito de ser produtiva.

Ah, como é bom caminhar. No caminho a estrada vai se construindo. A vida é boa.

Friday, 22 February 2013

‘Minha alma canta’

22 feb 2013


Estou no Brasil desde o dia 21 de janeiro. A saída da Inglaterra foi inesperadamente problemática por conta da neve que caiu e atrasou e ou cancelou voos, parou muitas partes do país, sacrificou planos que eu tinha feito para antes de vir e por aí vai. A neve foi tanta que terminei ficando em casa na sexta-feira (18 jan), quando tinha tanto que fazer no escritório na universidade. Só no sábado, driblando poças de neve que derretiam nas calçadas, é que finalmente fomos na cidade comprar umas coisas – e encomendas da minha irmã – para trazer. Fui com uma lista enorme mas consegui fazer tudo, incluindo tirar as fotos para a renovação do meu visto de estudante.

Vim ao Brasil resolver assuntos pessoais / familiares, profissionais, e acadêmicos, porque cheguei e ali na mesma semana fui ao Rio de Janeiro fazer o meu visto. Tive a companhia maravilhosa da minha mãe para essa viagem. Adoro viajar, acompanhada. Os cinco dias no Rio foram maravilhosos. Fomos ao Vivo Rio ver o musical “A Família Addams”. O musical, com a Marisa Orth e o Daniel Boaventura à frente do elenco é sensacional, muito divertido, com iluminação e cenário primorosos. Também visitamos o Museu da República, no Catete, passeamos na marina da Gloria, em Ipanema, tomamos um café e compramos um livro na livraria da travessa, e tal e coisa. Rio de Janeiro tá muito lindo, como sempre, e aparentemente mais seguro.   

E tive os internáveis papos, que vão madrugada adentro, com meu querido primo Eduardo, e com o Murilo e com a Eliana e com minha mãe. Vale um registro para os afagos entre a mamãe e a Flora Rosa, a cachorrinha linda. Foi uma pena grande não ter encontrado meu amigo Antonio dessa vez. Eliana veio nos visitar na segunda-feira de noite e conversamos muito sobre a vida e sobre trabalho e estudo. Ela acabou de chegar de uma temporada de quatro meses na Universidade do Porto, onde desenvolveu parte da pesquisa do programa de doutorado dela, em psicologia. Passamos um bom pedaço conversando na cozinha, que é onde muitas coisas são reveladas, enquanto alguém frita ovos e outro alguém torra pães, para deleite de todos. Cheers to love.

Fomos (mamãe e eu) ao World Bridge, que fica na praia de Botafogo, para entrega de documentos para meu visto de estudante. Entreguei originais de tudo. Foi uma jornada juntar todos os documentos e responder aos questionários minuciosos. Na Inglaterra eu esbocei as respostas para os questionários e tive uma sessão no setor de visto da universidade com a Clare. Ela sabe muito sobre as exigências do governo britânico para vistos e me deu uma ajuda preciosa. Tudo resolvido, voltamos para Teresina. Estou com o visto renovado em mãos. Beleza!!!
“. . . minha alma canta . . .” (Tom Jobim)